segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Acampamento de Inverno... (Clara Savelli) em Promoção na BlackFriday!

Oi pessoal, tudo bem?

Estou aqui para indicar uma promoção que vai rolar nessa Black Friday, 24/11! O livro Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos, da Clara Savelli, estará apenas R$ 1,99 no site da Amazon!!!

É a chance de conhecer a história de Amanda, repleta de música, namoros e amizades, pagando bem baratinho :D

Para comprar o livro, clique aqui!

Para ler a resenha do VidaLida! Clique Aqui!



“Carioca da clara. Vive no seu próprio céu de diamantes. Gosta de pensar que é padawan da Meg Cabot, ainda que prefira o lado negro da força. Fez duas faculdades ao mesmo tempo, mas não tem um vira-tempo. Enquanto espera o convite de Zordon para fazer parte dos Power Rangers, passa o tempo livre escrevendo livros.” 
Clara Savelli é carioca, nascida em Outubro de 1991 e uma mulher de mil e uma utilidades: escritora, bacharel em Relações Internacionais e advogada.
Vencedora do Prêmio NRA 2009 nas Categorias "Melhor Livro Não-Concluído", "Melhor Autora" e "Melhor Entrevista". Vencedora do Prêmio Paulo Britto de Literatura 2011 na Categoria Prosa. Menção Honrosa no Concurso Internacional de Contos Vicente Cardoso 2012. Vencedora do Wattys 2015 e do Wattys 2016. 
Autora de Mocassins e All Stars, Acampamento de Inverno para músicos (nem tão) Talentosos, Tiete!, Chinelo e Salto Alto e diversos contos. Colunista semanal do blog Psicose da Nina, da Woo Magazine e redatora da Revista Publiquei!


Youtube: https://www.youtube.com/clarasavelli
Site Oficial: www.clarasavelli.com
Instagram: claraguta
E-mail: contato@clarasavelli.com
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Twitter: claraguta
Facebook: https://www.facebook.com/autoraclarasavelli

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ZEIDE, de Caco Ciocler - por Dourovale


Aqui ou estamos de passagem, ou de paisagem. Como prefiro ser o fotógrafo a ser o fotografado, minha opção sempre foi estar de passagem. Nos meus tempos de Office-boy, todas as vezes que saia para fazer algum serviço mais longe eu preferia ônibus ao metrô. Gostava de olhar a rua, as pessoas, as casas, os acertos, os erros, as belezas e as feiuras do caminho. Naquele época eu produzia uma tv imaginária, TV DCV. Só eu sabia dela (pelo menos até agora). Havia vários programas, um para cada momento do dia.


Para as minhas andadas de ônibus eu apresentava O PEREGRINO. Programa moderno para aqueles anos 80. Visitava os lugares com minhas câmeras/olhos e comentava para meu fiel público (eu mesmo) o que via. Viajar sempre me fez bem. Mesmo antes da TV DCV, quando algumas vezes entediado, ia para o quintal, sentava no balanço que ficava em um galho de uma das goiabeiras e ficava admirando as nuvens. Vendo-as passar. Então eu me imaginava na janela de um avião, ou barco, ou trem.


Meu veículo, nem sei se eu já sabia disso, era o próprio planeta Terra. E se a gente pensar assim podemos entender que mesmo os que estão de paisagem, na verdade, estão, eles também, de passagem.
Não só, mas também por isso, a minha música preferida do Caetano Veloso é aquela em que ele descreve a visão de um passageiro de trem
As casas tão verde-rosa
Que vão passando
Ao nos ver passar
Os dois lados da janela
Há várias formas, opções, sugestões para nossa jornada. Aliás, a jornada não é única. Há várias viagens que realizamos durante esta nossa passagem.
Há, inclusive, uma viagem que se iniciou antes mesmo de nascermos e que continuará depois que estivermos em outra dimensão. Independente de termos ou não consciência ou informações sobre ela. Falo da nossa ascendência e nossa descendência. Falo da história que corre em nossas veias. Falo da história que temos e deixamos como herança. Família! Falo sobre o livro ZEIDE - A travessia de um judeu entre nações e gerações.
O lançamento foi em 25 de setembro de 2017.
É com esse livro que Caco Ciocler se lança nas aventuras da escrita.
Realidade e ficção se misturam num rocambole de histórias onde você não precisa tentar adivinhar o que é bolo ou o que é recheio. Apenas aceite a viagem. Viaje!
Não digo que há inspiração, mas também não digo que não, falo que ao ler o livro fui remetido a outra viagem literária. Não comparo estilos ou histórias, apenas fui transportado às lembranças da
leitura do MEU PÉ DE LARANJA LIMA, de José Mauro de Vasconcelos. Sucha me trouxe a imagem do Portuga. E o Boris ou o próprio Caco me resgataram algumas vezes Zezé, em outras o Luís. As mães dos dois livros poderiam ser amigas, ou confidentes.

E essa viagem familiar também está em ÉRAMOS SEIS, de Maria José Dupré. Um dos livros da minha infância. Está no sensacional CEM ANOS DE SOLIDÃO, do Gabriel Garcia Marques. Ou no A CASA DOS ESPÍRITOS, da Isabel Allende. Está em...
Há tantos livros bons que falam dessa viagem! E o fato de a leitura de ZEIDE me transportar para todas essas outras histórias só pode indicar que é uma obra de muita qualidade. É claro que um autor não se forma em um livro. Nem em 10, nem em 100, nem em todos os livros. Um autor se forma no momento da viagem literária. Seja o momento da escrita. Seja o momento da leitura.

Podemos falar de autores, das suas vidas. Essa é uma forma de viajar na literatura.
Podemos falar dos livros como consequência da experiência de vida de seu autor. Essa é outra forma de viajar na literatura.
Podemos falar apenas do livro em si, independente do autor. Mais uma maneira de viajar na literatura.
Podemos parar de falar e ler a obra de estreia, como autor, de Caco Ciocler.
Caco, feliz aniversário! E que suas novas opções de viajar nos façam criar novas viagens!


                   Obrigado!

sábado, 16 de setembro de 2017

O JARDIM DOS SONHADORES de Luccas Papp - por Dourovale



- Olá, John! Meu nome é Dorival.
Puxa, não sei como o Luccas vai entender isto. Será que vai pensar que é plágio? Melhor começar o texto de outra maneira...
Mas isto não é plágio. É intertextualidade! Eu posso escrever como se eu estivesse conversando com a personagem da história e comentar as minhas impressões sobre a estreia de “O JARDIM DOS SONHADORES” (com Lucas Papp e Joana Rodrigues. Temporada: 16/09 a 08/10 Sábados e domingos às 16h00 Ingressos: R$ 50,00 (inteira) DURAÇÃO: 70 minutos Classificação indicativa: Livre. VIGA ESPAÇO CÊNICO - Rua Capote Valente, nº 1323 – Pinheiros/SP Próximo ao metrô Sumaré).
Um grande amigo, chamado Omar Neder, diz que, diferente de muitos, eu vou além do portão. Sonho demais. Talvez seja por eu ser de câncer, como Raul Seixas. Ou pode ser por qualquer outro motivo.

A sua história, John, fala dos sonhos de um casal acasional (reunidos pelo acaso). E tem todos os ingredientes necessários para uma história de amor. Eu não vou entrar em detalhes para não estragar a emoção dos outros sonhadores que também irão assistir à peça.
Apesar de ser sonhador, John, eu não sou muito de fazer projeções, não tento adivinhar o futuro. Mas esse moço que te criou, o tal do Luccas Papp, se continuar desse jeito, nesse ritmo, nessa qualidade e com todos esses sonhos será, creio, uma das principais pessoas envolvidas com Teatro no Brasil.
Escritor, produtor, ator, professor... e outras infinitivas palavras terminadas em R, que me fogem agora dos dedos, mas que também significam ação e criação, podem ser adjetivadas ao garoto de apenas 24 anos. Foi a terceira peça dele e com ele que assisti. Só tenho elogios e admiração.
Foto Alan Moraes
John, meu universo é bem menor do que eu gostaria. Talvez minha alma seja mesmo mais tupiniquim do que apache. Enquanto via e ouvia sua história pensei que no lugar do Central Park a história poderia se passar no Ibirapuera; que ao invés de John, você poderia se chamar Raul (Luar ao contrário, olha que poético e sonhador!);  que a Olívia poderia se chamar Ellis, ou Nara, ou Zizi;  e que no lugar dos The Beatles e dos Rolling Stones poderiam ser Os Paralamas e A Legião.
Pode ser que os nomes sejam como são para dar à peça uma abrangência mais global (esse menino vai longe). Mas, meu amigo John, se a peça for encenada em Lisboa, por exemplo, pode se passar no Jardim da Praça do Imperador e com os nomes dos cantores lusos. Se for em Madrid, no Jardim De La Rosaleda. (pesquisei esses nomes no Tripadvisor, ainda não os conheço). Isso é só um pensamento que sempre tenho, não é crítica, talvez sugestão.
Foto Rosana Xavier
“O Jardim dos Sonhadores” é um texto que traduz a linguagem atual. O tema está conectado e ajustado a sua contemporaneidade.  Os atores muito bem dirigidos por Alan Moraes. Joana Rodrigues é (que a Rosana não me ouça) apaixonante. A banda (desculpe por ficar devendo seus nomes) não está de uma maneira alheia (ou à parte), está muito bem integrada à história e às cenas.
O Viga Espaço Cênico traz essa boa nova tendência de plateias pequenas e próximas aos atores. Artistas artes artevisionários (aqueles que assistem à arte) juntos e motivados.
John, meu nome é Dorival! Fui assistir a sua peça. Voltei para casa correndo. Precisava escrever este texto agora para não perder a boa emoção que a encenação, sua e de sua trupe, me causou.

Agora preciso ir trabalhar...
Obrigado!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Desemaranhando ideias sobre o AUTOIMPERIALISMO, de Benjamin Moser - Dourovale


Algumas vezes, quando vou escrever, já tenho a ideia e a maior parte do caminho definidos. Parece que falta apenas sentar e escrever. O texto sai do mundo das ideias e alcança minhas mãos. E ele, o texto, vem como um emaranhado entre meus dedos. Basta apenas o trabalho braçal de desmaranhar as ideias, cuidadosamente enrolar um novelo de palavras e tricotar a peça.
Acontece que nem sempre encontro facilmente a ponta desse emaranhado. Isso resultada em uma demora inesperada, um engasgo literário não desejado, um travamento quase desesperador. Caso não localize logo essa ponta, o futuro texto fica ali esperando um fórceps ou uma cesariana. Se nem isso acontece, resta-me ainda duas opções: Ou aguardar um nascimento temporão (que não terá o mesmo gosto ou efeito); ou cometer um aborto.
Um desses textos que está na fila do temporão ou do aborto é sobre a morte do Belchior. As ideias, emaranhadas em minhas mãos, começam a envelhecer virgens, talvez eu já perceba nelas alguns sinais de infertilidade...
O mesmo ocorria com este texto que está nascendo!

Desde que terminei a leitura do AUTOIMPERIALISMO, de Benjamin Moser, tenho a necessidade de tricotar esta peça. Faltava-me a ponta do novelo.
Já andava angustiado, sentia-me um inútil...
Foi nas páginas de um outro livro que encontrei a tal ponta. TEMPOS VIVIDOS, SONHADOS E PERDIDOS, do Tostão. Mais precisamente no último parágrafo do primeiro capítulo:
“Alguns pensadores relacionam o estilo descontraído e irreverente e a improvisação do futebol brasileiro com a brincadeira e a falta de compromisso – da mesma forma como alguns escritores, como Machado de Assis, definiram o homem brasileiro. Esses e tantos outros motivos foram determinantes para a criação do estilo brasileiro de jogar, único, que se perdeu progressivamente ao longo do tempo. Hoje, estamos sem identidade, sem saber onde estamos nem para onde vamos.”
Não é isso, mas também sobre isso que Benjamin Moser trata em seu livro. Os três ensaios que ele nos apresenta são:
- Cemitério da esperança Brasília aos 50;
- A pornografia dos Bandeirantes;
- Autoimperialismo.
Os textos se relacionam e se completam. O olhar estrangeiro sobre nós serve como as críticas que os
amigos nos fazem sobre aquela camisa ou aquele comportamento. Somos sempre ocupados demais conosco mesmo para podermos nos perceber por inteiro? Geralmente sim. Temos sempre a necessidade de amizades sinceras ou até das consultas com psicólogos para que possamos nos entender de uma maneira mais ampla. Precisamos de alguém sem envolvimento comente nossas relações e nos dê uma opinião neutra e sincera, sem medo de causar mágoas ou desconforto. Aprender a ouvir é imprescindível!
E o que ouvi de Benjamin Moser em Autoimperialismo? (Nas linhas seguintes não traduzo o que o autor disse, traduzo o meu pensamento após a leitura do livro).
Ouvi que o Brasil não ama os brasileiros. O Brasil tenta passar a imagem de uma nação que não comtempla os brasileiros. A construção de Brasília foi uma forma de isolar o país de seu povo. Faz uns poucos meses que trabalhadores de todas as regiões brasileiras tentaram invadir o congresso nacional por conta mal fadada reforma trabalhista. Ajudaram a malograr o custo para se chegar em Brasília e a estrutura da cidade. A cidade do avião e do automóvel não aceita quem não tem colírio.
Antes e depois de Brasília, o Brasil continua afastando os brasileiros para se imaginar como um país.
“A localização dessa vila era o morro da Favela, que legou seu nome a uma instituição que – muito mais do que o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes ou a Biblioteca Nacional – definiria o Brasil moderno. A favela atrás do Theatro Municipal, a favela criada pelo Theatro Municipal – é quase ‘simbólico’ demais para ser verdade e, embora o Theatro Municipal e os bulevares parisienses não sejam a causa da pobreza brasileira, o homem arrasado com sua casa é um lembrete de que a miséria do país nunca foi inteiramente acidental”. (Autoimperialismo, Benjamin Moser, pg. 31)
Foi assim que surgiu a primeira favela do Rio, para dar espaço ao moderno, ao futuro. O mesmo método foi utilizado para que fossem montadas as estruturas paras as caríssimas Olimpíadas de 2016.
Sempre foi preciso esconder os brasileiros. Lembram da vinda do João Paulo II, esconderam as misérias e os miseráveis das vistas do Papa.
Enquanto isso há um Cristo que olha “tão longe e além, com os braços sempre abertos, mas sem proteger ninguém” (Cazuza – Um trem para as estrelas).
O Brasil quando cresce se esquece das pessoas e da língua. Expressões estrangeiras dominam e encobrem nossa língua e nosso entendimento. Há em algumas estações do metrô de São Paulo um quase elevador, nada automático, para servir idosos ou quem tem dificuldade em subir escadas. Para movimentá-los é necessário que se segure uma alavanca para cima ou para baixo. Nas explicações da forma de utilizar o equipamento você não encontrará a palavra “alavanca”, mas sim “joystick”. Nem todos os brasileiros sabem o que é um joystick, mas alavanca a grande maioria sabe o que é. Para quem é feito este país?
Prédios e mais prédios são construídos sem que existam as condições urbanas necessárias. Uma mesma rede de esgoto, implantada nos anos 60 ou 70 tem que suportar a rápida construção de prédios. Pessoas mudam para novos apartamentos sem a preocupação se a região possui escola suficiente para tantos filhos, sem se importar se as ruas são estreitas para tantos automóveis, sem acreditar que perderá a paisagem de suas sacadas para futuros empreendimentos imobiliários que serão construídos em frente ao seu prédio. Quem vai morar nos prédios apertados entre si? Milionários? Políticos? Grandes comunicadores? Para quem é feito este país?
Quando eu morava na Penha sentia-me angustiado por ser cada vez mais difícil observar o Pico do Jaraguá. Hoje, na Ilha de Caras, isso também está acontecendo. Em Barueri prédios surgem a todo instante e em todo lugar. A minha possibilidade de visão do Pico do Jaraguá ou de qualquer outra paisagem distante é cada vez menor... Os braços desestruturados da megalópole estendem-se cada vez mais longe, encobrindo a paisagem, violentando a vida humana.
Evolução nem sempre significa melhora. Evolução significa adaptação. Adaptar-se não significa ser/estar vivendo em melhores condições. Adaptar-se significa sobreviver. Sobreviver é menos que viver.
Já cantava Belchior “quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor”.  Em outra música, o poeta cearense nos diz: “e viva a vida e seus instintos no poder da flor”.
O livro Autoimperialismo, de Benjamin Moser, deve ser lido não para que você concorde ou discorde dele, mas para que possamos pensar nas questões do Brasil e dos Brasileiros (em todas as embalagens que se apresentem).
Antes que seja tarde demais:

O JARAGUÁ É GUARANI!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

LAVÍNIA E A ÁRVORE DOS TEMPOS - Lucinei M. Campos

Qual o maior problema de livros infanto-juvenis nacionais de fantasia? Isso mesmo caro leitor, imitar os padrões dos romances importados de mesmo gênero, numa perda total do sentimento nacionalista. Lavínia e a Àrvore dos Tempos caracteriza-se, principalmente, por articular de forma harmoniosa os elementos fantásticos propostos pelo autor com a realidade brasileira.

Moradora da Rua Joaquim Tibúrcio, a protagonista Lavínia não possui nenhum amigo em seu colégio e passa o tempo livre com seu vizinho, Léo. Para não sofrer mais com os colegas de classe, ela deseja profundamente uma mudança em sua vida. Entretanto, a figura tradicional da fada madrinha, que deveria aparecer nesse exato momento é substituída por Laus, fada condenada pelo mundo da magia por seus crimes cometidos em parceria com seu irmão, Kaus. A pena consiste em ser protetor de uma criança humana e, para poder entrar em contato com o outro mundo, deve assumir uma forma também humana. Laus transforma-se então em Lorivaldo, um típico nordestino, cuja varinha de condão é substituída por uma peixeira. Com o passar dos dias, uma estranha aparição de criaturas mágicas faz Lorivaldo se perguntar se a escolha de sua protegida foi, de fato, aleatória, suspeitando uma inesperada relação entre Lavínia e o mundo mágico.

A obra prende o leitor, tanto pelos mistérios que rodeiam o destino de Laus, quanto pela forte ligação que criamos com Lavínia desde o início, já que, embora o livro seja narrado em terceira pessoa, temos acesso aos seus pensamentos e emoções a todo momento. Ao contrário de diversos títulos do gênero, os pais da protagonista estão sempre presente, e tem papel fundamental na história. Já a mitologia criada introduzida pelo autor, é reforçada com alguns elementos e personagens da mitologia grega.

Lucinei M. Campos é especialista em História da Áfria e da Diáspora Africana no Brasil, e atualmente divide seu tempo entre as salas e aula e a escrita (atividade que exerce desde pequeno). Além de A Àrvore dos Tempos, e do segundo volume da série, Lavínia e a Magia
Proibida, é autor também de Violeta Não Sabe Amar, seu último lançamento.  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

BOA NOITE - Pam Gonçalves #BEDA2017

Desde a Bienal do Livro 2016, quando participei de um bate-papo com a booktuber Pâmela Gonçalves, me interessei por seu primeiro romance. Boa Noite foi minha primeira leitura concluída no mês de Agosto!


O livro não traz uma trama muito complexa, ou um grande número de personagens. A narrativa se passa, em sua maioria, na República das Loucuras, local que recebe a protagonista Alina durante sua graduação em Engenharia da Computação. Nos envolvemos desde os primeiros capítulos com a rotina e intimidade dos moradores da república, o que cria um vínculo forte entre leitor e personagens.

Quando não estão em aulas, os moradores da república se dividem entre festas e eventos característicos da vida universitária. Acredito que o principal objetivo da autora tenha sido apresentar aspectos sempre presentes, mas nem sempre comentados, do ambiente acadêmico. As bebidas e drogas, as diversas formas de preconceitos e as intrigas geradas pela convivência são algumas características acrescentadas aos poucos à obra, conforme Alina vai se adaptando e descobrindo novidades de sua nova vida.


Entretanto, todo o livro é permeado pela questão feminina, já que apresenta diversas situações de machismo, principalmente pelo fato da protagonista estar em um curso da área da tecnologia, cujas vagas são ocupadas predominantemente por homens.

Quando um concurso em sua faculdade é anunciado, Alina percebe tratar-se da oportunidade perfeita para denunciar tais situações por meio da criação de um aplicativo. No primeiro semestre de aulas ela conhece Artur. À primeira vista, o príncipe com o qual Alina sempre sonhou, mas aos poucos suas atitudes parecem revelar características de sua personalidade que podem ser nocivas à protagonista.

Embora a letra um pouco pequena, a edição é bonita e a leitura bem ágil, principalmente pelo citado envolvimento com os amigos de Alina (cheguei até a adiar um pouco o término pois sabia que sentiria saudades deles). Os temas retratados são extremamente importantes atualmente, e demandaram extrema coragem da autora, embora por vezes sejam levados ao leitor em um certo tom didático, talvez instrutivo demais, que poderiam ser incorporados à narrativa de forma mais orgânica.


Boa Noite é destinado para o público New Adult (gênero localizado entre o Young Adult e o Adulto. Para saber mais, clique aqui) e é um romance de estreia que deve agradar àqueles que já conhecem a Pâmela dos vídeos e aos novos seguidores.

sábado, 27 de maio de 2017

Lançamento - A Vila dos Pecados


É hoje! Depois de uma semana de divulgação, vocês devem estar curiosos para conhecer a estranha Vila dos Pecados. 

E não é por menos: o que vocês lerão nas páginas desse livro irá deixá-los de cabelo em pé. O lançamento oficial é logo mais, na Livraria da Vila do Shopping Galleria, em Campinas, a partir das 15h!! 


Sinopse: Final do século XIX. Enquanto o mundo passa por transformações importantes, existe uma vila inóspita, que vive à margem da civilização e que tem as suas próprias e estranhas leis.Lendas escuras a rondam e histórias macabras sobre Ponta Poente povoam o imaginário popular.  
Quando o padre Alfonso Anes, um exemplo vivo de amor e resignação, chega à vila para substituir o seu antecessor, depara-se com segredos que o farão duvidar da própria sanidade, e uma onda de mortes trará o caos para aquele lugar ermo. 
Quem estará a salvo? Serão estes segredos o fim de quem os esconde? O que esse universo tenebroso revelará para o mundo?
Um suspense sinistro, que envolverá completamente o leitor e o levará a compartilhar dos segredos da Vila dos Pecados. 


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