segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

NAS ASAS DO TEMPO! – Por Dourovale



Você já pensou que a vida não acaba aos 50, ou 60, ou 70, ou 80, ou 90?
O que é estar vivo?
Para quem vivemos?
Há um livro do Inácio de Loyola Brandão que tem como título NÃO VERÁS PAÍS NENHUM. Eu o
li nos anos 80, mas ele ainda é atualíssimo como são todos os bons livros. Uma personagem, ao final de cada ano, junta todas as folhas do calendário (aqueles calendários que trazem uma folha para cada dia), as amarra e guarda junto com outros calendários de anos já passados. Essa imagem sempre me marcou. Sempre temi que da minha vida apenas restassem os dias passados amarrados e guardados como iguais, sem diferenças ou importâncias. Viver apenas para não morrer, sem tentar realizar sonhos nunca foi parte do meu objetivo. Não sei se há outra forma de vida depois da morte. Cada um creia no que quiser! O que eu sei é que agora estamos vivos. Vivamos sempre enquanto estivermos vivos!
Vou falar de uns autores que ainda não falei aqui...

Mas antes vou homenagear neste meu último texto do ano (talvez seja) para uma pessoa que eu sempre admirei, Dom Paulo Evaristo Arns. Eu o vi algumas vezes e tive o prazer de receber um autógrafo dele em um de seus livros. O que para muitos o Papa Francisco traz de novidades, Dom Paulo já realizava aqui em São Paulo. Pessoa lúcida, corajosa, justa e, principalmente, inspiradora. Dom Paulo, dedico este texto ao Senhor!

Vou falar de uns autores que ainda não falei aqui. São pessoas que tramaram palavras, ideias e ideais formando um tecido da mais alta qualidade... Desculpem, me engano!
Eles não fizeram apenas um tecido de alta qualidade. Suas tramas verbais construíram ambientes, situações, personagens. Então chamaram as pessoas do mundo para que viessem ver suas construções.
Em um palco quase desnudo os personagens, que já haviam conseguido vida nas palavras escritas, materializaram-se aos olhos de todos. O tema? Mostrar que há vida depois dos cabelos brancos!
Riso, choro, emoção, empatia, reflexão. Estes são alguns sentimentos que a plateia disse ter sentido. E o que há de maior para autores e atores do que perceber que a peça não apenas fez sentido como também despertou sentimentos?
Eu fui o felizardo de dar vida física a um dos personagens! Estar no palco é maravilhoso! Maravilhoso também foi poder encontrar um grupo que em pouquíssimo tempo (uns dois ou três meses ensaiando apenas uma vez por semana) conseguiu um resultado no palco tão bom. Desculpem se me falta modéstia e se me sinto orgulhoso, mas não falo apenas de mim, falo de todo grupo.
Os autores da peça NAS ASAS DO TEMPO! São:


Fábio Dervilani

Cristiane Peixoto


Maria Cláudia Mesquita

Tiago Valente


Além deles a peça teve a competente administração da Carmem Lúcia Gallo
O apoio da Patrícia e da Mãe dela, Luciene.
Além desses também atuaram

A adorável VÓ, Maria Carmelita Alves Gallo
Eliane Cristina
E eu Dourovale.

A peça foi apresentada no Teatro Martins Pena (Centro Cultural Penha). O público doou brinquedos e roupas para crianças.
Quem viu, viu! Quem não viu, que visse... ou veja.
A partir de fevereiro próximo, provavelmente, haverá mais oportunidades de nos encontrarmos. Venha!

Eu já publiquei um texto do Fábio ( e já tenho outros para publicar aos poucos) no meu blog artesaosamigos.blogspot.com.br . Pretendo também publicar textos da Maria Cláudia e da Cristiane. Assim, mesmo quem não foi ao Teatro nos ver, pode saborear o tecido fino que esses autores produzem.



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